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CASA E JARDIM

21/05/2016 - 07H52 - Texto e realização Nuria Uliana | Fotos Lufe Gomes

Apê de 490 m² no topo da Avenida Paulista tem vista panorâmica

A trajetória do designer de interiores Diogo Oliveira levou-o até o topo da Avenida Paulista num suntuoso apartamento contemporâneo de 490 m²

 
Hall de entrada | Os dois sofás da Micasa receberam veludo azul da Corcovado. Tapetes da Punto e Filo. Mesas de centro da Micasa. Tela azul de Rag, da Zipper Galeria. Ao fundo, o lustre Dear Ingo, de Ron Gilad para a Moooi, na Firma Casa adorna a entrada (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)201

Chico, Joaquim, Manuel e Sebastião formam um quarteto da pesada. Que o diga o designer de interiores Diogo Oliveira, 31 anos, dono dos buldogues ingleses, de quase 25 quilos cada um, frequentadores das ruas Bela Cintra, Ministro Rocha Azevedo e Consolação, nos Jardins, São Paulo. “Os cães chamam a atenção. Fiquei conhecido por causa deles”, conta Diogo.

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A rotina de passear com os bichos de estimação era inimaginável há seis anos, bem como trabalhar com decoração. O que dirá, então, de morar em um magnífico apartamento de 490 m² em plena Avenida Paulista, região central da cidade.

Formado em economia e ex-jogador de futebol, Diogo sempre se viu às voltas com livros de arquitetura por puro encantamento. E sua sorte, segundo ele, o levou para esse caminho ao receber uma carta na portaria do prédio onde vivia. “Decorei sozinho, com móveis usados, o apartamento que era alugado. O resultado ficou muito bom”, recorda. Tão impressionante que a vizinha do edifício em frente ao seu, admirada com o que via, quis conhecê-lo. “Foi assim, sem querer, que consegui meu primeiro projeto. Ela me visitou e pediu que eu a ajudasse em uma reforma.”

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Acaso ou destino, em seis meses, Diogo já tocava, de forma amadora, três obras em paralelo ao trabalho em uma indústria de plástico. “Estava infeliz e sobrecarregado”, lembra. A perda de um primo, em setembro de 2009, impulsionou a nova carreira. Pediu demissão, inscreveu-se em um curso de design de interiores e, daí em diante, fez da rotina de transformar imóveis antigos em espaços harmônicos seu ganha-pão. Reformando e lucrando com a venda de dezenas de projetos revitalizados, Diogo chegou ao topo da Avenida Paulista.

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Não é pouco para um filho de pedagoga e pai metalúrgico de Feira de Santana, Bahia. Da adolescência, guarda a lembrança da casa bem decorada de um tio no Guarujá, SP. “Na sala havia uma estante de jacarandá. Nunca mais esqueci.”

A sorte também o acompanhou na compra do imóvel na Paulista. Dezesseis interessados fizeram propostas, mas as chaves ficaram com ele. “Foi paixão à primeira vista e contei com a torcida do porteiro, seu Amaury.” Diogo quebrou as paredes que dividiam estar, jantar e cozinha, trocou as janelas por modelos antirruídos, revestiu as colunas de aço inoxidável. Tudo para dar um ar de loft nova-iorquino ao novo ninho.

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O resultado é um choque aos visitantes, pela amplitude do living de 260 m² decorado com obras de arte contemporâneas, sofás gigantescos e uma escolha incomum de cores que pontuam o mobiliário assinado.

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Se o destino de Diogo estava traçado, o mesmo pode-se dizer dos buldogues Chico, Joaquim, Manuel e Sebastião: amados, paparicados e seguidos por fãs no perfil do Instagram @studiodiogooliveira. “Na infância eu não tive cachorro.” A recompensa emocional chegou agora, multiplicada por quatro.

O designer de interiores Diogo Oliveira sentado na Heart Cone Chair, de Verner Panton, com os buldogues Chico, Manuel, Joaquim e Sebastião, no colo. Ao lado, poltrona Peacock, da Cappellini, encontrada na Micasa (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
Detalhe | Cadeira da B&B Italia, à venda na Casual Móveis. Ao fundo, obra Botânica, de Marcelo Tinoco, da Zipper Galeria. O piso de cumaru, da Indusparquet, é coberto por passadeiras da Square Foot. Sobre a mesa, obras de Sang Wong Sung, da Galeria Nuvem (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
Cores pontuam a decoração em uma ousada convivência de materiais, como veludo, laca, aço inox e madeira. Os tapetes da Punto e Filo brincam com o mesmo grafismo em versão positiva e negativa. O projeto luminotécnico é da Labluz (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
Com 5,60mde comprimento, o modelo da Micasa é revestido de couro caramelo, da Leather Chic. Mesa de Sergio Rodrigues, pantera e Muranos encontrados na Loja Teo. Ao fundo, obra de Adriana Duque, da Zipper Galeria. À esquerda, luminária Paper Lamp, da Moooi (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
A obra Cuba 128-129, da série The World, de Daniel Escobar, da Zipper Galeria, está sobre uma das mesas de centro no living (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
O modelo Mart, da B&B Italia, na Casual Móveis, fica no home theater. Ao fundo, abajur Atolo, comprado em feira de antiguidades (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
Colecionar bonecos de Toy Art está entre os hobbies de Diogo. Os exemplares aparecem em destaque no aparador (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
A plataforma, usada em montadoras de automóveis, virou um moderno apoio de garrafas, junto à mesa de jantar (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
A mesa de laca preta de 4m de comprimento temcadeiras de escritório, da Riccó, e é usada tanto para jantares quanto para reuniões com clientes. Ao fundo, fotografia de Fabio Teolli. Armários da Kitchens e adega da Viking (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
Revestida de aço inox, reúne os amigos durante as festas no apartamento. Os armários prata são da Kitchens e os eletrodomésticos da Viking. Ao fundo, foto de Gisele Bündchen clicada por Mario Testino, da galeria Yvon Lambert. Banquetas industriais da Loja (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
Instalação | Proteína Estimulada, do artista Armarinhos Teixeira, lembra um trapézio (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
Temiluminação cênica e armários da Kitchens. O tapete é da Phenicia Concept. Logo acima do sofá da Micasa, série de obras de Lucio Carvalho. Ao fundo, tela de James Kudo, da Zipper Galeria (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
Logo na entrada, obra de Lucio Carvalho. O ambiente foi revestido com cerâmica Decortiles, da Eliane. Sobre a pia, Graphium weskei, de Erika Harrsch, no Gris Escritório de Arte (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
O ambiente foi revestido com painéis de tecido Armani, comprado em Nova York. A luminária Pipistrello, de Gae Aulenti, está sobre criado-mudo. Do lado oposto, fotografia de Lufe Gomes apoiada em gaveteiro da Hanna Marcenaria (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)
 
Créditos a Editora Globo
Fonte do site: http://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Decoracao/noticia/2015/09/ape-de-490-m-no-topo-da-avenida-paulista-tem-vista-panoramica.html